o lugar que muda o lugar
Em Papéis | publicações, críticas, na margem direita deste blogue (ou aqui), acrescentou-se aos textos já arquivados sobre As Súbitas Permanências e Anima uma reflexão de Pedro Meneses a partir de O Lugar que Muda o Lugar.
Pedro Meneses é autor do blogue Crueza Bruta.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
das palavras dos outros
VELHO MESTRE
O silêncio
de um fruto sobre a mesa,
apenas ferido
por um gume de luz
no meridiano.
Mas nenhuma ameaça,
nem o arnês de dedos
formando-se no horizonte,
apenas o golpe do sol
afiado na vidraça.
Um fruto
é um velho mestre
esperando na luz
as trevas
do amadurecimento.
humberto rivas
daniel jonas / in Passageiro Frequente, Língua Morta, 2013
VELHO MESTRE
O silêncio
de um fruto sobre a mesa,
apenas ferido
por um gume de luz
no meridiano.
Mas nenhuma ameaça,
nem o arnês de dedos
formando-se no horizonte,
apenas o golpe do sol
afiado na vidraça.
Um fruto
é um velho mestre
esperando na luz
as trevas
do amadurecimento.
humberto rivas
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
o lugar que muda o lugar
Recorrer com método à diversa
Há-de vir, do desvão das estantes
O exemplo dos bichos de prata
Recorrer com método à diversa
sabedoria de chegar-se ao mundo
maneiras de comer os frutos
Diz-se, muito de manhã é ouro
à tarde apenas prata, à noite
mata mesmo, literalmente
Esta prata, a dos preciosos bichos
sombrios na cidade dos livros
e eis aqui uma imagem
Difícil sabermos da metafórica
anatomia, carregá-la apenas
e um dia arrastará o nosso
corpo íntimo e exposto
Miméticas qualidades, devorar
os papéis propriamente ditos
fixar a transparência na lâmina
das páginas, rasgões, algum sangue
e os fósseis de grafite como
românticas flores esmagadas
Há-de vir, do desvão das estantes
o último apuro da expressão
ficar como pura pedra
esgarçar na nervura do ar
em vibrante iluminura final
tudo arder em graus fahrenheit
JMTS
em
O LUGAR QUE MUDA O LUGAR
[150 exemplares, 64 pp., 11€]
pedidos:
edlinguamorta@gmail.com
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Língua Morta 041 (aqui)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
o coração vertiginoso e a lentidão do mundo
fritz lang . you only live once . 1937
com Henry Fonda e Sylvia Sidney
fritz lang . you only live once . 1937
com Henry Fonda e Sylvia Sidney
O
cinema. A sabida intensidade narrativa. O poder da montagem. Mas não esquecer a arte da suspensão da vida entre temporais, momentos que insistem, o que existe "outrora agora" (cf. Pessoa). As vivas aparições, arquétipos que afinal respiram.
Retomo hoje a etiqueta
"o coração vertiginoso e a lentidão do mundo" (aqui),
em torno do cinema. A imagem foi recolhida aqui.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
o lugar que muda o lugar
Será eterna música das esferas
J. W. Goethe Contempla o Jogo das Nuvens
Será eterna música das esferas
mas é incerto em demasia o estado do tempo
e excessiva a concentração
de corpos atmosféricos
Stratus, cumulus, cirrus, nimbus
tivéssemos nomes iguais a nuvens
e alcançássemos matérias rarefeitas
acumulações do lugar, o que está sempre
por detrás, e antes, muito longe
Poetas, meteorologistas, hóspedes das termas
procurando ansiosamente o barómetro
ficamos a contemplar o mais alto vapor
em objectos difusos e na palidez dos céus
as figuras onde tudo repousasse
Encharca-nos obscura vocação
perder uma nuvem após a outra
perseguir entre atalhos de luz
a lógica selvagem da tempestade
Já falta pouco, o éter sublime
será apenas o manto branco
que oculta telhados, esterco, vedações
e não consegue deter o louco cata-vento
É ele quem afinal se explica
com palavras sufocadas
deixa pedaços do mundo
a estremecer a janela
JMTS
em
O LUGAR QUE MUDA O LUGAR
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Língua Morta 041 (aqui)
domingo, 20 de outubro de 2013
das palavras dos outros
AFOGADO NO RIO LEÇA
Vogavas entre duas águas com o corpo torcido
e a corrente impelia-te, vagarosamente, para a foz.
O coração batia mas já não respiravas;
a morte instalava-se no teu corpo molhado.
Devagar montava a máquina dos sonhos,
devagar armava-te as futuras asas.
No mar afundavam-se os símbolos da tarde;
enovelado, sem poesia, asfixiavas,
descendo o rio em direcção à noite,
descendo o rio em direcção à liberdade.
As unhas violáceas, os cabelos flutuando,
o sangue estrangulado, a fome liquefeita...
Então, como a um menino, alguém te conduziu para a margem relvada.
A Morte sentou-se a ver os trabalhos de respiração artificial,
depois disse-te «Adeus», acenou-te «Até breve»,
e aproveitou a ambulância que te levava ao hospital
para ir mais depressa à sua vida.
1951
egito gonçalves / in O Pêndulo Afectivo, Porto, Afrontamento, 1991
AFOGADO NO RIO LEÇA
Vogavas entre duas águas com o corpo torcido
e a corrente impelia-te, vagarosamente, para a foz.
O coração batia mas já não respiravas;
a morte instalava-se no teu corpo molhado.
Devagar montava a máquina dos sonhos,
devagar armava-te as futuras asas.
No mar afundavam-se os símbolos da tarde;
enovelado, sem poesia, asfixiavas,
descendo o rio em direcção à noite,
descendo o rio em direcção à liberdade.
As unhas violáceas, os cabelos flutuando,
o sangue estrangulado, a fome liquefeita...
Então, como a um menino, alguém te conduziu para a margem relvada.
A Morte sentou-se a ver os trabalhos de respiração artificial,
depois disse-te «Adeus», acenou-te «Até breve»,
e aproveitou a ambulância que te levava ao hospital
para ir mais depressa à sua vida.
1951
m. álvarez bravo
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
# Em Agenda #
Leituras de Susana Guimarães
* Mapa e itinerários para o Solar poderão ser consultados em http://binged.it/1bsj8vx
* GPS: 41.0720454 -8.5986292 (coord. decimais) GPS: 41° 4' 19.327" N 8° 35' 55.046" W (coord. angulares)
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
o lugar que muda o lugar
Língua Morta 041 (aqui)
O LUGAR QUE MUDA O LUGAR
[150 exemplares, 64 pp., 11€]
pedidos:
edlinguamorta@gmail.com
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Língua Morta 041 (aqui)
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O aprendiz de FEITICEIRO
teorias portáteis sobre poesia
Há em alguns um modo raro de escrever a vida e de viver a poesia. É um caminho muito estreito e assim deslumbrado.
teorias portáteis sobre poesia
Ramos Rosa: poesia, liberdade livre
Há em alguns um modo raro de escrever a vida e de viver a poesia. É um caminho muito estreito e assim deslumbrado.
André Letria
O poeta moderno descobre e denuncia a alienação total de um mundo cruel e desumano. Não há lugar, não só para o poeta e para a poesia, "não há lugar" simplesmente: a possibilidade de uma respiração livre e fraterna , de uma harmonia viva, apenas se propõe no exercício da poesia, no grito que ela é. A poesia descobre-se com Rimbaud "liberté libre", mas infernal.
Poesia, Liberdade Livre, col. O Tempo e o Modo, Livraria Morais Editora, 1962
Onde estou aqui quisera estar
monotonamente ardente
serenamente vivo
animal da fábula doméstica
concreto sob a materna sombra
fiel ao fundo do tempo
e de mim mesmo
O livro da Ignorância, Signo, 1988
terça-feira, 3 de setembro de 2013
das palavras dos outros
HELICON PESSOAL
para Michael Longley
Em pequeno, ninguém me tirava da beira
de poços, velhas bombas com roldana e balde.
Amava o escuro gotejar, o céu cativo, onde cheira
a ervas, fungos, musgo, relentos de humidade.
Numa tijolaria, havia um de tampo podre. Como
sabia o rico choque de um balde que baixava
na ponta de uma corda assim a prumo!
Tão fundo que nem um só reflexo dava.
Um, menos alto, sob o rebordo, ia
frutificando como aquário. E a quem puxasse
longas raízes da rede húmida e macia,
sobre o fundo boiava a branca face.
Outros tinham ecos, a devolver a voz sem faltas
em limpo e novo som. E era um puro susto
porque lá, entre os fetos e as dedaleiras altas,
no meu reflexo um rato dava um sacão brusco.
Agora, espreitar entre raízes, dedilhar o limo,
olhar, Narciso de olhos grandes, uma nascente, não
é digno de um adulto. Eu rimo
para me ver, para dar eco à escuridão.
seamus heaney / in Death of a Naturalist
[ Antologia Poética . Seamus Heaney. selecção e tradução de Vasco Graça Moura , Campo das Letras, 1998]
HELICON PESSOAL
para Michael Longley
Em pequeno, ninguém me tirava da beira
de poços, velhas bombas com roldana e balde.
Amava o escuro gotejar, o céu cativo, onde cheira
a ervas, fungos, musgo, relentos de humidade.
Numa tijolaria, havia um de tampo podre. Como
sabia o rico choque de um balde que baixava
na ponta de uma corda assim a prumo!
Tão fundo que nem um só reflexo dava.
Um, menos alto, sob o rebordo, ia
frutificando como aquário. E a quem puxasse
longas raízes da rede húmida e macia,
sobre o fundo boiava a branca face.
Outros tinham ecos, a devolver a voz sem faltas
em limpo e novo som. E era um puro susto
porque lá, entre os fetos e as dedaleiras altas,
no meu reflexo um rato dava um sacão brusco.
Agora, espreitar entre raízes, dedilhar o limo,
olhar, Narciso de olhos grandes, uma nascente, não
é digno de um adulto. Eu rimo
para me ver, para dar eco à escuridão.
george konig
"Two sewer workers examine the Fleet sewer, London,
at low water level, 14 January, 1914"
"Two sewer workers examine the Fleet sewer, London,
at low water level, 14 January, 1914"
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
das palavras dos outros
O corpo dos defuntos é enigmático:
não tem além de si, nem dentro.
Nada se lê no seu volume. O pacto
substante que sustenta o pensamento
cedeu lugar a um vácuo
a dar somente para estar cedendo.
O corpo dos defuntos é enigmático
porque o enigma, nele, perdeu seu peso.
fernando echevarría / in Sobre os mortos, Afrontamento, 1991
O corpo dos defuntos é enigmático:
não tem além de si, nem dentro.
Nada se lê no seu volume. O pacto
substante que sustenta o pensamento
cedeu lugar a um vácuo
a dar somente para estar cedendo.
O corpo dos defuntos é enigmático
porque o enigma, nele, perdeu seu peso.
*
Das figuras amadas fica o eco
da sua refulgência de figuras.
São quase mágoa de sítio
em que, havendo-se já apagado a lua,
brilhasse ainda o vácuo
duma presença para sempre nula.
E, contudo, o firmamento
se ilumina das máculas nocturnas
desses ecos amados entre lágrimas
na sua refulgência de figuras.
da sua refulgência de figuras.
São quase mágoa de sítio
em que, havendo-se já apagado a lua,
brilhasse ainda o vácuo
duma presença para sempre nula.
E, contudo, o firmamento
se ilumina das máculas nocturnas
desses ecos amados entre lágrimas
na sua refulgência de figuras.
hervé guibert
quarta-feira, 10 de julho de 2013
das palavras dos outros
antónio ramos rosa / in Três Lições Materiais, Kairos, 1989
Energia verde das árvores que torna todo o amor verde e os próprios esqueletos verdes. Os corpos constroem a sua destruição horizontal como rios verdes: para além da morte: no gérmen verde.
*
Aceita, acolhe a minúscula astronomia de um jardim: os insectos com as suas múltiplas facetas e as delicadas antenas com que se orientam. Ao rés do chão: um ramo partido, uma formiga, a baba de um caracol. Fascinantes, meticulosos são os vocábulos que compõem as constelações legíveis, intactas. Uma fábula adormece ao sol das folhas: o jardim é um estremecimento.
josef sudek
quinta-feira, 27 de junho de 2013
das palavras dos outros
pela última vez. Numa casa
que vai ser demolida, numa sala
provisória que vai encerrar, num velho
café que mudará de ramo, como
página virada jamais reaberta, como
canção demasiado gasta, como
abraço tornado irrepetível, numa
porta a que não voltaremos.
Fui resistindo a pôr aqui palavras poéticas dos outros. Não faz sentido: as nossas palavras são, de uma forma ou de outra, as palavras dos outros. Há, em transparência ou em camadas, o rascunho das nossas palavras e depois, quase a transbordar e às vezes em blocos de gelo impenetrável, o rio subterrâneo das palavras dos outros.
*
inês lourenço / in Coisas Que Nunca, Lisboa, & etc., 2010
SALA PROVISÓRIA
Nunca se sabe
quando estamos num lugarpela última vez. Numa casa
que vai ser demolida, numa sala
provisória que vai encerrar, num velho
café que mudará de ramo, como
página virada jamais reaberta, como
canção demasiado gasta, como
abraço tornado irrepetível, numa
porta a que não voltaremos.
henri cartier-bresson
quarta-feira, 12 de junho de 2013
ver . ver ponto
ver.
59 anotações fotográficas ed. autor / Blurb . dezembro 2012
78 pp. | capa mole | papel ProLine texturado
Uma reflexão fotográfica acerca do acto de ver.
78 pp. | capa mole | papel ProLine texturado
Uma reflexão fotográfica acerca do acto de ver.
As fotografias da série ver. , apresentadas em Súbito, deram corpo a um livro. É uma edição de autor, que neste vídeo se desfolha. A publicação foi preparada através da etiqueta BLURB, que disponibiliza ferramentas de edição e permite a impressão a pedido (print on demand).
quinta-feira, 30 de maio de 2013
o lugar que muda o lugar
Os poemas deste ciclo surgiram em Súbito meses a fio. Viajam agora para uma edição Língua Morta, daqui a algum tempo. Gostam da liberdade de se mudarem de lugar e da ilusória sensação de serem perseguidos.
pulse field . Emma McNally
visto aqui
segunda-feira, 20 de maio de 2013
ANIMA
poemas de J.M.T.S.trabalhos de Ana Abreu|Espaço(I)maculado

Animal que devora o próprio fim
a batata insiste, persiste nela
avança para onde não estará
distende as presas, garras de si mesma
e meninas bordam, dobram motivos
de humidade, quadros de bolor
o que vai vivendo nas naturezas mortas
a batata insiste, persiste nela
avança para onde não estará
distende as presas, garras de si mesma
e meninas bordam, dobram motivos
de humidade, quadros de bolor
o que vai vivendo nas naturezas mortas
As imagens de batatas e borboletas fazem parte de conjuntos iconográficos cujo desenvolvimento teve como referente o arquivo do Instituto de Reinserção Social para Raparigas, que durante décadas esteve sediado no espaço do Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia.
ANIMA está publicado nas edições LÍNGUA MORTA aqui
terça-feira, 14 de maio de 2013
# Em Agenda #
Está já publicado o nº 18 da revista DiVersos - Poesia e Tradução
(Fevereiro de 2013, edições Sempre-Em-Pé). Para além de originais de
poesia portuguesa, destacam-se traduções para português de poesia de
Albert Ayguesparse (Bélgica, trad. de A. Barros), Hölderlin (Alemanha,
trad. de Jorge Vilhena Mesquita) e Phillip Sterling (E.U.A. , trad. de
José Carlos Marques). Colaboro neste número com quatro textos do ciclo Música de Anónimo (poemas 2001-2009), ainda inédito em livro:
A janela do atelier de J. Sudek
Os cadernos de esboços de J. W. Turner
As raparigas de Capri em pintura de H. Pousão
G. Mahler na cabana junto ao lago
O projecto DiVersos, na ocasião da publicação deste número, será apresentado na próxima sexta-feira, 17 de Maio, pelas 18h15, no Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto, à Praça Carlos Alberto. Lá estarei, com outros participantes, para falar sobre poesia, tradução, ler alguns textos. Se passarem pelo local nesse fim de tarde, será um bom pretexto de encontro.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
oCorpodasLetras
Azulejo ou l' illusion visuelle
filme:Kolja Saksida (direcção e animação)
poema:excerto de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos(Tabacaria)
música:Mário Trovador
Azulejo ou l' illusion visuelle
poema:excerto de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos(Tabacaria)
música:Mário Trovador
visto aqui
sábado, 6 de abril de 2013
as súbitas permanências
ARRABALDE
Sabes do destino das ruas mais distantes
e aí persistem plenas as ausências
moradas de um abandono iluminado
Seguimos as pisadas que se perdem
o canto rouco das torrentes da poeira
demolidos portões, a ferrugem das passagens
Nos teus olhos outros olhos que se afastam
ao longe noutro arrabalde
e tudo disposto para sempre sem lugar
J.M.T.S. in As Súbitas Permanências, Quasi Edições, 2001 (aqui)
ARRABALDE
Sabes do destino das ruas mais distantes
e aí persistem plenas as ausências
moradas de um abandono iluminado
Seguimos as pisadas que se perdem
o canto rouco das torrentes da poeira
demolidos portões, a ferrugem das passagens
Nos teus olhos outros olhos que se afastam
ao longe noutro arrabalde
e tudo disposto para sempre sem lugar
J.M.T.S. in As Súbitas Permanências, Quasi Edições, 2001 (aqui)
Edward Heim, New York, 1920's
sexta-feira, 29 de março de 2013
ver . ver ponto
O projecto fotográfico ver. concretizou-se na publicação de um livro. É uma edição de autor preparada através da Blurb, empresa que disponibiliza, sem custos, ferramentas de edição e publica na modalidade "print on demand".
O volume pode ser adquirido aqui.
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