UmAEspéciE de MúsicA no conservatório regional de v. n. gaia
J.M.T.S.
terça-feira, 1 de maio de 2012
espaço (i)maculado . ana abreu
As imagens de
batatas, borboletas e meninas fazem parte de conjuntos iconográficos
cujo desenvolvimento teve como referente o arquivo do Instituto de Reinserção Social para Raparigas, que durante décadas esteve sediado no espaço do Convento Corpus Christi, nas margens do Douro, em Vila Nova de Gaia.
ANIMAé uma sequência poética a partir do projecto Espaço (I)maculado, nas edições Língua Morta. (aqui)
Trazem nas asas fios de humidade estas manchas, crostas do ar espesso ou lascas da alma ou lixívia entornada
sábado, 28 de abril de 2012
ver . ver ponto
J.M.T.S.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
daspaisagens interiores
JMTS .são macário
terça-feira, 10 de abril de 2012
# Em Agenda #
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
ver . ver ponto
J.M.T.S.
domingo, 1 de abril de 2012
olhos nos olhos
Abelardo Morell- Manhattan View Looking West in Empty Room. série Camera Obscura - 1996
Como abrir e fechar os olhos em quartos preenchidos de muitas portas. Povoar a grande escuridão dos bairros com as luzes que trazemos dos nossos baldios mais distantes. Talvez o mundo, o desdobrado mundo, se possa, enfim, aquietar no sossego rumoroso de uma casa.
FILATELIA Fica serena a vida e toda a luz imensa pelas paredes de papel delido na felicidade de uma estampa antiga o tigre de Bengala e a flor dos Alpes
São belas as cores que o dia, deposto, vinga sépia, carmins, azul ultramarino um espectro do mundo brilhando denso a transparente saturação do momento
Mas o vento que assalta sempre as folhas? E os carimbos, as colas e as dedadas que fazer das imagens repetidas?
E se, nua, percorres esta casa por entre os aguaceiros mais intensos acende-se um relâmpago dos tempos
J.M.T.S. in As Súbitas Permanências, Quasi Edições, 2001(aqui)
terça-feira, 13 de março de 2012
daspaisagens interiores
JMTS .nazaré
sexta-feira, 9 de março de 2012
O aprendiz de FEITICEIRO teorias portáteis sobre poesia
A Poesia ou O Fôlego do Nadador Quando se propõem teorias sobre poesia(mesmo se portáteis) a expectativa será a de anunciar ou celebrar o que a poesia é. Pedro Eiras no ensaio "O que é a poesia?", com que abre o seu volume A Lenta Volúpia de Cair (Quasi Edições, 2007 - aqui), explica-nos que se trata de uma questão mal colocada. Aliás, será mesmo pertinente (questiona-se de novo) formular a própria pergunta, tratando-se de um objecto como a poesia?
Pedro Eiras:
« Dizer que a poesia "é" implica vê-la enquanto um estado: "a poesia é" impede enunciados como, por exemplo, "a poesia dança" ou "a poesia queima". » (p.14)
« Se a prosa estende o novelo a uma velocidade alucinante, a poesia deixa as palavras em ilhas e pede que nademos de praia em praia. Os pulmões do nadador trabalham contra as ondas. || O poema mantém as palavras entre distâncias, não entre medidas. A única medida, a haver, é o fôlego do nadador. » (p.19)
É assim também no belíssimo vídeo em que Roberta Ferraz diz um poema de Fiama Hasse Pais Brandão ("Anjo de papel ou de água?"), incluído na série "Empreste sua voz a um poeta morto", em Modo de Usar & Co (aqui).
roberta ferraz diz fiama. filmado por marcelo f oliveira em Guecá / SP
O rosto do leitor fica oculto. Deixa que o papel e o mundo brilhem por ele, o mundo em espuma e cabelos confundidos com a ventania. A oscilação do mundo que acompanha o ritmo do poema, ou o contrário, como se o poema fosse a realidade do mar e o mar a metáfora do poema.
Ou, mergulhando no texto de Fiama:
Vai fascinar-me o torvelinho mor- / tal em que mesmo os poemas sem dor / sempre se desfazem.
francis hime | chico buarque . passaredo [ mpb, poesia de Chico, pássaros: qualidade de vida ]
Ei, pintassilgo Oi, pintarroxo Melro, uirapuru Ai, chega-e-vira Engole-vento Saíra, inhambu Foge, asa-branca Vai, patativa Tordo, tuju, tuim Xô, tié-sangue Xô, tié-fogo Xô, rouxinol, sem-fim Some, coleiro Anda, trigueiro Te esconde, colibri Voa, macuco Voa, viúva Utiariti Bico calado Toma cuidado Que o homem vem aí O homem vem aí O homem vem aí
Ei, quero-quero Oi, tico-tico Anum, pardal, chapim Xô, cotovia Xô, ave-fria Xô, pescador-martim Some, rolinha Anda, andorinha Te esconde, bem-te-vi Voa, bicudo Voa, sanhaço Vai, juriti Bico calado Muito cuidado Que o homem vem aí O homem vem aí O homem vem aí
sábado, 18 de fevereiro de 2012
o ar entre as folhas
JMTS
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
espaço (i)maculado . ana abreu As imagens de batatas, borboletas e meninas fazem parte de conjuntos iconográficos cujo desenvolvimento teve como referente o arquivo do Instituto de Reinserção Social para Raparigas, que durante décadas esteve sediado no espaço do Convento Corpus Christi, nas margens do Douro, em Vila Nova de Gaia.
ANIMAé uma sequência poética a partir do projecto Espaço (I)maculado, nas edições Língua Morta. (aqui)
Borboletas provêm de batatas de ranho, baba, extensões difíceis